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Ed Gein : Monstros reais - Resenha


Vou falar sobre o primeiro livro que concluí em 2026, mas com um pequeno porém… comecei a leitura em 2025 hahaha. Então, acho que ele fica nessa linha tênue entre os anos. Esse é o segundo livro da coleção Monstros Reais, da editora DarkSide, que eu leio — e, na minha opinião, também o mais gore. Se você lê esse livro sem senso de realidade, tratando tudo apenas como uma “historinha”, talvez não ache nada demais. Mas, ao ler com os pés no chão, entendendo que todas essas bizarrices aconteceram de verdade, o impacto é inevitável. É impossível não se chocar. Ed Gein era uma mente perturbada, e isso não tenho duvidas. Click em Leia mais.

Sinopse

Em uma pequena e isolada cidade de Wisconsin, Ed Gein cometeu crimes tão perturbadores que ultrapassaram o horror da realidade. Conhecido como o "Carniceiro de Plainfield", Gein, necrófilo confesso, respondeu por assassinatos brutais, violação de túmulos e a criação de mobiliários grotescos com restos mortais. A história deste monstro real chocou o mundo e sua obsessão inspirou personagens clássicos como Norman Bates em Psicose, Leatherface em O Massacre da Serra Elétrica e Buffalo Bill em O Silêncio dos Inocentes.

Como um monstro é criado?

Meu fascínio pelas histórias de true crime gira em torno do nascimento dessa mente perturbada. O que leva alguém a agir dessa forma?
No caso de Ed, é possível observar como sua mãe o reduziu a um pedaço de nada — apenas uma extensão dela mesma, criada para servir e nada mais. Para ela, todas as mulheres eram megeras, condenadas e sem salvação. Logo, para o filho, essa também passou a ser a única realidade possível.
Há também a relação com o pai: um homem apagado, de poucos atributos e com a autoestima dilacerada. Um bêbado sem serventia, segundo augusta. Ed não nutria por ele muito além do desprezo — talvez até ódio.
Nesse cenário, é possível observar um claro complexo de édipo distorcido. A figura paterna é enfraquecida, ridicularizada e eliminada simbolicamente, enquanto a mãe ocupa todo o espaço emocional. Ed não aprende a desejar fora dela, nem a se separar. o amor vira controle, a devoção vira prisão. quando cresce, o afeto feminino já não é visto como possível — apenas como ameaça, pecado ou algo a ser destruído.
A vida de Ed era Augusta.
No fim, o monstro não nasce pronto. Ele é construído aos poucos, dentro de uma realidade distorcida, feita de medo, controle e silêncio. Ed não aprendeu a amar, aprendeu a obedecer. E quando cresce sem espaço para ser humano, o que sobra acaba encontrando outras formas — muitas vezes violentas — de existir.

Veredito final 

Eu gostei muito do livro, mas é impossível ignorar o peso que ele carrega. A narrativa é densa, desconfortável e, em vários momentos, perturbadora (reconta outros casos de necrofilia, afim de elucidar os leitores do pensamento e a lógica por trás dos comportamentos de Ed) — não apenas pelos atos descritos, mas pelo mergulho profundo na mente de alguém completamente fragmentado. Não é uma leitura fácil, nem pretende ser. O impacto vem justamente dessa crueza, dessa sensação constante de estar diante de algo errado, sufocante e difícil de digerir. Ainda assim, é um livro que prende, porque obriga o leitor a encarar o lado mais sombrio da natureza humana, sem suavizar ou oferecer alívio.





Milly

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